África do Sul vs Tchéquia
Hugo Broos não trata de romance, e o encontro da África do Sul com a Tchéquia em Monterrey é improvável que produza algum. Este é um choque de pragmáticos: duas seleções cujas campanhas classificatórias foram construídas sobre estrutura defensiva e eficiência em bola parada, e que veem uma vitória por 1 a 0 como a forma mais elevada de arte. A África do Sul sofreu quatro gols em dez eliminatórias da CAF; a Tchéquia levou sete em oito jogos da UEFA.
Os tchecos procurarão controlar o tempo através dos passes de Antonín Barák do meio-espaço esquerdo e usar as sobreposições de Vladimír Coufal para esticar o compacto 4-5-1 de Bafana Bafana. A ameaça da África do Sul vem das transições — a capacidade de Percy Tau de carregar a bola desde profundamente e os escanteios de Teboho Mokoena, cujo alcance de bola parada forçou três gols durante a classificatória. As seleções não têm histórico competitivo, então não há tecido cicatricial psicológico para explorar. Broos instruirá seus atacantes a pressionar Krejčí quando o zagueiro tcheco avançar para o meio-campo, apostando que forçá-lo a distribuições apressadas criará turnovers. A resposta de Koubek é simples: se a pressão vier, jogar por cima dela.
A defesa de três da Tchéquia tem qualidade de passe para ir longo, e sua linha atacante é alta o suficiente para competir. Não será bonito, mas pode ser decisivo.