Há algo maravilhosamente incongruente neste confronto. Uruguai, bicampeão do mundo, uma nação de 3,4 milhões que tem superado seu peso por um século, dividindo um campo com Cabo Verde — um arquipélago vulcânico de aproximadamente 600.000 pessoas disputando sua primeira Copa do Mundo. Não há histórico competitivo para referência, nenhum caminho classificatório compartilhado, nenhuma rixa históblica para embelezar. O que Cabo Verde falta em pedigree compensa em destemor. Jogadores como Kenny Rocha dos Santos e Garry Rodrigues passaram carreiras sendo subestimados, e aquele desconto se traduz em atuações de qualidade genuína quando o holofote chega. Ryan Mendes, recuando para dentro pela esquerda, tem a habilidade técnica para perturbar qualquer defesa no seu dia.

O Uruguai não se importará com a romance. La Celeste aborda cada jogo como um problema a ser resolvido com intensidade e verticalidade. O domínio de meio-campo de Federico Valverde, o pressing frenético de Núñez e a autoridade defensiva de Araújo fazem do Uruguai uma pesadelo proposição para estreantes ainda encontrando seus pés neste nível.

A única abordagem viável de Cabo Verde é desacelerar o jogo — negar ao Uruguai o ritmo frenético que anseiam, fazer Valverde jogar para os lados em vez de para frente, e torcer que Vozinha no gol consiga reproduzir as heroicidades de defesa que mantiveram os Tubarões Azuis em jogos classificatórios que não tinham negócio sobrevivendo. É uma ordem alta. Mas este torneio já mostrou que ordens altas às vezes são cumpridas.

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