Quatro seleções jogarão uma Copa do Mundo masculina pela primeira vez em 2026: Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão. A expansão abriu a porta. Nenhuma delas atravessou por acidente.
O rótulo de estreantes as faz parecer mais parecidas do que realmente são. Cabo Verde veio da África, onde mesmo as vagas extras ainda deixaram um caminho difícil. Curaçao surgiu de um ciclo da Concacaf distorcido por três nações anfitriãs fora da disputa. Jordânia e Uzbequistão sobreviveram à longa escada de eliminatórias asiáticas. Mesmo destino, esforço muito diferente para chegar lá.
Cabo Verde
Cabo Verde é o estreante mais fácil de imaginar porque o contraste é tão marcante. Pequena população, ilhas atlânticas, primeira Copa do Mundo. Venceram seu grupo de eliminatórias africanas, e a FIFA já havia enquadrado a campanha como uma das histórias mais impressionantes do ciclo antes mesmo da última rodada. É uma classificação legítima, não um presente cerimonial de expansão.
Curaçao
O caminho de Curaçao diz algo diferente sobre o novo grupo. Venceram seu grupo final da Concacaf à frente da Jamaica, conquistaram o ponto de que precisavam em Kingston, e se tornaram o menor país a se qualificar para uma Copa do Mundo masculina. Isso não é uma estatística curiosa colada em uma seleção comum. Muda a escala do torneio de forma muito literal.
Jordânia
Jordânia esteve perto com tanta frequência que o avanço pareceu mais esperado do que surpreendente. Terminaram como segundos colocados no Grupo B da terceira fase da AFC e se classificaram diretamente. Isso faz cada parte da fase final parecer nova de uma forma que poucas outras nações experimentarão no próximo verão. Cada hino, cada cartão de escalação, cada ponto inicial importa mais quando não existe uma versão anterior para se apoiar.
Uzbequistão
O Uzbequistão pode ser a seleção estreante que os rivais levarão mais a sério desde o início. Por anos tiveram a reputação de ser um dos países mais fortes a nunca chegar à fase final. A produção de base, a infraestrutura e a sensação persistente de um estado de quase-classificação apontavam na mesma direção. A seleção principal finalmente acompanhou ao terminar como segundos colocados no Grupo A da terceira fase da AFC.
Retornos após longas ausências
Haiti retorna pela primeira vez desde 1974. RD Congo retorna pela primeira vez desde o mesmo ano, quando jogaram como Zaire. Iraque volta pela primeira vez desde 1986, e Noruega retorna após perder todas as edições desde 1998. Esse é o outro lado da expansão. Não apenas cria novas histórias. Também encerra algumas antigas ausências.
O que os estreantes costumam fazer em uma Copa do Mundo
A maioria dos estreantes sai cedo. Essa continua sendo a aposta histórica mais segura. Alguns ainda deixam marca através de uma primeira vitória, uma upset surpreendente, ou simplesmente parecendo menos intimidados do que o esperado. Isso já é suficiente como referência para 2026. Ninguém precisa prometer um semifinalista deste grupo para admitir que o torneio já parece diferente porque eles estão nele.