Uma Copa do Mundo com 48 seleções deveria deixar menos espaço para fracassos famosos. Em 31 de março de 2026, ainda encontrou espaço para um dos mais ruidosos. A Itália saiu na frente cedo em Zenica com Moise Kean, Bósnia e Herzegovina empatou no final com Haris Tabakovic, e a partida foi para os pênaltis. A Bósnia venceu a disputa por 4 a 1. A Itália ficou de fora de sua terceira Copa do Mundo masculina consecutiva.
É por isso que esse resultado pesou tanto. A UEFA tinha 16 vagas. A Itália estava a uma partida de conquistar uma delas e ainda encontrou uma forma de ficar de fora. Bósnia e Herzegovina conquistou a vaga à sua frente. A Itália desperdiçou a sua. Ambas as partes importam, e não há como contornar nenhuma delas de forma séria.
A Itália é a manchete
A ausência da Itália carrega mais peso do que as outras porque o formato não lhes deu favores para reclamar. Não era um grupo europeu restrito de 13 seleções, nem um grupo impossível. O caminho se abriu, depois se estreitou, e os deixou com uma final de jogo único que não conseguiram fechar. Isso é uma falha futebolística, não uma reclamação de formato.
Nigéria e Camarões também ficaram de fora na África
A África teve mais vagas finais do que nunca, e duas de suas seleções tradicionais ainda terminaram assistindo. A RD Congo venceu Camarões por 1 a 0 na semifinal da repescagem da CAF, depois venceu a Nigéria nos pênaltis após um empate por 1 a 1 na final. A Nigéria estava a uma partida do Torneio de Repescagem da FIFA e não chegou lá. Camarões caiu um passo antes. A expansão deu a ambos os países mais espaço. Não os protegeu de duas noites ruins.
Polônia e Chile pertencem à mesma conversa
A Suécia venceu a Polônia por 3 a 2 em Solna na mesma noite em que a Itália foi eliminada, o que faz a Polônia desaparecer da memória casual com facilidade demais. Não deveria. Eles estiveram no Catar 2022, tinham um caminho claro em março, e ainda assim perderam a partida que importava. A saída do Chile veio antes, em julho de 2025, mas a queda é mais dura do que o timing sugere. A própria reportagem da FIFA sobre a reconstrução do Chile liga a saída de Ricardo Gareca diretamente a uma terceira falha consecutiva de classificação.
A Itália se classificou para a Copa do Mundo 2026?
Não. A Itália perdeu por 4 a 1 nos pênaltis para Bósnia e Herzegovina após um empate por 1 a 1 na final da repescagem da UEFA em 31 de março de 2026.
A Nigéria se classificou para a Copa do Mundo 2026?
Não. A Nigéria foi derrotada pela RD Congo na final da repescagem da CAF e nunca chegou ao Torneio de Repescagem da FIFA no México.
Existe um ponto mais amplo sob tudo isso, e não é lisonjeiro para os nomes grandes. Uma Copa do Mundo maior reduziu o número de formas pelas quais as seleções tradicionais podiam culpar o sistema. Isso fez o fracasso parecer mais como fracasso. A Itália provou isso com mais volume. Mas não estava sozinha.